TENSÃO EXPLOSIVA NO ORIENTE MÉDIO: Irã Lança Ofensiva em Resposta à Morte de Altos Oficiais pela Inteligência Israelense
Por Luiz Barbosa, do Digaí Pernambuco
Neste domingo (15), o conflito entre Israel e Irã entrou em uma nova e alarmante fase, reacendendo os alertas internacionais para uma escalada militar de grandes proporções no Oriente Médio. Em uma resposta direta ao ataque de Israel que matou comandantes da inteligência da Guarda Revolucionária, o Irã lançou uma nova ofensiva classificada como “resposta decisiva”, marcando um novo capítulo na crescente rivalidade entre as potências regionais.
O bombardeio israelense, ocorrido na última semana, atingiu um prédio de segurança em Damasco, na Síria, onde operavam altos membros da Guarda Revolucionária Iraniana. O ataque matou, segundo fontes iranianas, oficiais diretamente ligados ao planejamento estratégico e operações externas do Irã. A ação, embora não confirmada oficialmente por Tel Aviv, segue o padrão de ataques cirúrgicos realizados por Israel contra alvos iranianos em solo sírio e libanês.
A resposta veio neste domingo com mísseis e drones lançados a partir do território iraniano em direção a posições israelenses nas Colinas de Golã e em pontos estratégicos próximos à fronteira norte de Israel. Sirenes de alerta soaram em várias cidades israelenses durante a madrugada, levando a população a procurar abrigos subterrâneos. Fontes militares de Israel afirmaram que a maioria dos artefatos foi interceptada pelo sistema de defesa antimísseis Domo de Ferro, mas admitiram “danos limitados” em algumas áreas civis.
O governo iraniano, por meio de comunicado oficial do Ministério das Relações Exteriores, afirmou que a ofensiva “é legítima, proporcional e necessária frente às contínuas agressões sionistas”, e prometeu que “qualquer novo ataque contra seu povo será respondido com força redobrada”. A Guarda Revolucionária também declarou que a operação foi “um aviso claro a Israel e seus aliados”.
O gabinete de guerra israelense se reuniu de emergência ainda na madrugada de domingo. Em pronunciamento à imprensa, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que Israel “não aceitará ameaças existenciais” e que “qualquer tentativa de ataque contra o território israelense será esmagada com força total”.
Analistas internacionais apontam que o conflito, que há anos se desenrola em forma de guerra por procuração na Síria e no Líbano, agora dá sinais claros de se transformar em confronto direto entre os dois países. A recente série de ataques representa o ponto mais crítico desde que o Irã passou a assumir protagonismo regional após a saída dos EUA do acordo nuclear em 2018.
Em paralelo, os Estados Unidos emitiram uma nota pedindo contenção e convocaram reuniões emergenciais com aliados da OTAN e com o Conselho de Segurança da ONU. A Casa Branca, embora tradicional aliada de Israel, teme que a escalada envolva outros atores regionais como o Hezbollah, no Líbano, e grupos armados no Iraque e no Iêmen, o que ampliaria o conflito para além das fronteiras israelenses e iranianas.
A ofensiva iraniana também traz repercussões econômicas imediatas: o preço do barril de petróleo subiu 3,8% nas primeiras horas da manhã, reflexo do temor de bloqueios no Estreito de Ormuz, rota vital para o escoamento de petróleo no Golfo Pérsico.
Em Israel, a população vive sob clima de tensão, com aulas suspensas em diversas regiões e reforço na segurança em grandes centros urbanos. No Irã, milhares de manifestantes foram às ruas de Teerã para prestar apoio à Guarda Revolucionária e pedir retaliações mais severas.
A comunidade internacional, incluindo líderes da União Europeia, China e Rússia, convocou imediatamente reuniões diplomáticas para tentar conter a escalada. No entanto, especialistas em segurança alertam que, com a perda de figuras-chave da inteligência iraniana e a retaliação aberta do Irã, os próximos dias poderão ser decisivos para a estabilização – ou a ruptura total – da ordem geopolítica no Oriente Médio.
Enquanto o mundo observa com preocupação, Israel e Irã parecem determinados a levar o confronto a novos níveis, desafiando os limites da diplomacia e colocando em xeque a frágil estabilidade da região.
Luiz Barbosa é jornalista e analista político, diretor do portal Digaí Pernambuco. Escreve sobre política nacional, geopolítica e conflitos internacionais.


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