ADOLESCENTE MATA PAI, MÃE E IRMÃO DE 3 ANOS

Corpos foram encontrados em cisterna na zona rural após avó denunciar o desaparecimento da família. Caso choca o Brasil pela brutalidade e levanta debate sobre saúde mental na juventude.

📍 Por Luiz Barbosa – DigAí Pernambuco

Uma tragédia familiar de proporções estarrecedoras veio à tona no interior do estado do Rio de Janeiro. Um adolescente de apenas 14 anos confessou ter matado os próprios pais e o irmão caçula, de apenas 3 anos, no último sábado (21). Os corpos das vítimas foram localizados somente na quarta-feira (25), escondidos dentro de uma cisterna na propriedade rural da família, no distrito de Comendador Venâncio, zona rural de Itaperuna.

O caso veio à tona após a avó do menor procurar a delegacia local para relatar o sumiço dos familiares e a ausência de contato com o neto, que, segundo ela, havia dado entrada em um hospital da região. Preocupada com o silêncio incomum, ela iniciou uma busca por respostas. Foi então que um tio do jovem recebeu a confissão direta: o adolescente assumiu o crime e revelou o local onde ocultara os corpos.

Diante da gravidade da revelação, o tio acionou imediatamente a polícia. Agentes da 143ª Delegacia de Polícia Civil de Itaperuna se deslocaram até a propriedade, onde encontraram a cisterna selada. Ao realizar a abertura, foram encontrados os três corpos em avançado estado de decomposição.

A perícia foi realizada no local e, segundo os primeiros levantamentos, os assassinatos ocorreram com requintes de brutalidade. A polícia ainda investiga qual foi a dinâmica exata do crime e quais instrumentos foram utilizados. O adolescente foi apreendido e está sob custódia do juizado da infância e juventude da cidade.

Segundo fontes próximas à família, o jovem não apresentava sinais aparentes de comportamento violento, mas vizinhos relatam que ele passava longos períodos sozinho e demonstrava certo isolamento. A hipótese de distúrbios psicológicos não é descartada, e a Polícia Civil investiga também a possibilidade de algum tipo de abuso ou histórico de violência doméstica na residência.

Especialistas em psicologia infantojuvenil ouvidos pela reportagem apontam que, embora raro, crimes praticados por adolescentes contra membros da própria família costumam ter motivações complexas, muitas vezes ligadas a traumas, distúrbios mentais ou ausência de suporte emocional. O caso reacende o debate sobre a saúde mental de jovens brasileiros, principalmente em áreas rurais e periféricas, onde o acesso a serviços de acompanhamento psicológico é escasso.

A prefeitura de Itaperuna emitiu nota lamentando profundamente a tragédia e prometeu apoio psicológico à família enlutada e à comunidade local. A escola onde o jovem estudava suspendeu as aulas por dois dias e mobilizou equipes de assistência para amparar colegas e professores.

Até o momento, o nome do adolescente e das vítimas não foi divulgado oficialmente, por determinação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que protege a identidade de menores de idade envolvidos em infrações.

A comoção tomou conta da cidade de pouco mais de 100 mil habitantes, onde o caso é descrito como “sem precedentes” por moradores e autoridades. A polícia segue apurando os motivos do crime, enquanto o adolescente será submetido a exames psicológicos e psiquiátricos para avaliação do seu estado mental.

A brutalidade do caso e a pouca idade do autor reacendem questões fundamentais sobre os limites da responsabilização penal juvenil, o papel das famílias e da escola na identificação de comportamentos de risco, e a urgência de políticas públicas voltadas à saúde mental nas escolas e comunidades.

> “Não é apenas um caso de polícia. É um alerta social urgente”, declarou um assistente social da região, que prefere não ser identificado.



Enquanto a investigação avança, a comunidade tenta assimilar o impacto da tragédia e buscar formas de recomeçar em meio à dor e ao espanto.




📰 Reportagem: Luiz Barbosa
📍 DigAí Pernambuco – Informação com propósito social
📆 Publicado em 25 de junho de 2025

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