R$ 50 BILHÕES: MILIONÁRIOS DEIXAM O BRASIL NO GOVERNO LULA 3

Por Luiz Barbosa — DigAí Pernambuco

O Brasil está vivendo um fenômeno preocupante e pouco discutido de maneira ampla: a saída em massa de milionários do país. Segundo levantamento da consultoria internacional Henley & Partners, mais de 1.200 milionários brasileiros devem deixar o país em 2025, o que coloca o Brasil na 6ª posição mundial no ranking de maior êxodo de pessoas de alta renda. A notícia é alarmante e sinaliza graves problemas estruturais que afetam diretamente a economia e o desenvolvimento nacional.

Esse movimento migratório não ocorre por acaso. De acordo com reportagem do portal Poder360, a motivação principal dos milionários é a busca por ambientes mais seguros, com melhor qualidade de vida, acesso à educação de excelência, saúde eficiente e um ecossistema favorável aos negócios. Em outras palavras, o Brasil tem se tornado um país hostil para quem investe, empreende e gera empregos.

Embora a tendência de fuga de capitais e talentos já venha sendo observada nos últimos anos, os dados projetados para 2025 mostram uma aceleração significativa do êxodo durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Empresários, investidores e profissionais altamente qualificados relatam crescente desconfiança institucional, insegurança jurídica, aumento da carga tributária e instabilidade econômica como fatores determinantes para a decisão de deixar o país.

País perde capital humano e financeiro

A saída de milionários representa muito mais do que uma simples mudança de endereço. Cada indivíduo com alto poder aquisitivo leva consigo não apenas seu patrimônio, mas também empresas, empregos, inovação e capacidade de investimento. Além disso, muitos desses milionários financiam projetos sociais, culturais, educacionais e de incentivo ao empreendedorismo. Sua ausência pode significar a redução do dinamismo econômico em várias regiões do país.

O impacto também é sentido diretamente nos cofres públicos. Com a migração de famílias ricas para países como Portugal, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos e Paraguai, o Brasil deixa de arrecadar impostos sobre fortunas, heranças, dividendos e operações financeiras que antes eram movimentadas no território nacional.

Segundo especialistas, a fuga de capital humano e financeiro aprofunda ainda mais as desigualdades sociais, pois restringe os investimentos em setores essenciais da economia e diminui a geração de empregos de qualidade. O resultado é um ciclo perverso de menor crescimento, maior pobreza e aumento da dependência do Estado.

Brasil perde competitividade global

Em comparação com outros países emergentes, o Brasil tem demonstrado pouca capacidade de retenção de talentos e de atração de novos investimentos. Enquanto nações como México, Índia e Indonésia criam programas de incentivo à inovação e facilitam o ambiente de negócios, o Brasil caminha na direção oposta.

Entre os motivos citados por quem decide sair do país estão:

Insegurança pública nas grandes cidades

Instabilidade política e polarização ideológica

Sistema tributário complexo e ineficiente

Burocracia excessiva para abertura e manutenção de empresas

Desconfiança nas decisões do Congresso e do Judiciário

Aumento da intervenção estatal em setores produtivos

Baixa qualidade da educação pública e altos custos da educação privada


Esse conjunto de fatores contribui para que muitos enxerguem o Brasil como um ambiente imprevisível e arriscado para quem deseja empreender ou preservar patrimônio.

Ser empreendedor no Brasil virou um ato de resistência

O governo federal tem lançado discursos em defesa da “justiça social” e da “redistribuição de riqueza”, mas as ações práticas têm gerado o efeito inverso. Medidas como o aumento da carga tributária sobre lucros e dividendos, a proposta de taxação de grandes fortunas e as constantes mudanças na legislação fiscal alimentam a sensação de perseguição a quem gera riqueza no país.

Para Luiz Barbosa, criador do DigAí Pernambuco e defensor do empreendedorismo nacional, o momento exige reflexão e mudanças urgentes. “Estamos diante de um cenário preocupante. O país precisa valorizar quem investe, quem gera empregos e quem acredita no Brasil. É inaceitável que o empreendedor seja tratado como vilão, quando na verdade ele é um verdadeiro herói que enfrenta uma máquina pública ineficiente e hostil todos os dias”, afirma.

O que fazer para reverter o cenário?

Especialistas apontam que o Brasil ainda tem tempo de evitar um colapso mais severo. Para isso, é necessário:

Criar um ambiente estável e transparente para os negócios

Estimular segurança jurídica e previsibilidade nas leis

Reduzir a carga tributária e simplificar o sistema de impostos

Investir em educação de qualidade, inovação e infraestrutura

Combater de forma efetiva a violência urbana e rural

Estabelecer uma política de valorização do empreendedorismo


Além disso, é essencial que haja um diálogo franco entre governo, setor produtivo e sociedade civil para reconstruir a confiança e evitar que o Brasil continue perdendo seus talentos para o exterior.

Conclusão

A saída de mais de 1.200 milionários brasileiros prevista para 2025 não é apenas um número alarmante — é um alerta contundente sobre os rumos que o país está tomando. Sem um ambiente minimamente saudável para empreender, o Brasil arrisca caminhar para uma estagnação econômica ainda mais profunda e para a ampliação das desigualdades.

Cabe ao governo federal, aos parlamentares e à sociedade como um todo refletirem sobre os custos dessa debandada silenciosa. E agir, antes que seja tarde demais.

Luiz Barbosa
Editor do DigAí Pernambuco – Informação com credibilidade, direto de quem vive o Brasil real.

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